Ecos da Água:
Das memórias da tempestade à resiliência comunitária
Das memórias da tempestade à resiliência comunitária
Espaço de reflexão e imaginação coletiva e plural, com especialistas locais convidados de diferentes disciplinas, sobre o território, as relações com a água, a resiliência coletiva, as incertezas futuras e as memórias de inundações locais.
Informações importantes:
- Dia e hora: 3 de Outubro, às 16h00 (2 horas máximo)
- Local: Arquivo Municipal de Esposende
- Entrada: Aberta ao público em geral e gratuita
- Organização: Marília Capitão, Seila Fernández Arconada e Ana Isabel Lopes.
Esposende é, na sua essência, um território moldado pela água. Desde os rios Cávado e Neiva até à sua costa atlântica, os ciclos da água definem a vida, a cultura e a geografia do lugar. Numa época de incerteza climática global, em que os riscos de inundação são uma realidade partilhada por muitas regiões do mundo, o conhecimento situado torna-se a nossa maior proteção.
Este evento oferece um espaço de diálogo transdisciplinar, o objetivo é reunir diversas perspetivas para partir de uma questão central: Como podemos tornar-nos mais resilientes à água?
O encontro contará com diferentes oradores e visões plurais de especialistas locais sobre o tema. A atividade terá um espaço de escuta e participação: um espaço de reflexão e imaginação coletiva e plural, com especialistas locais convidados de diferentes disciplinas, sobre o território, as relações com a água, a resiliência coletiva, as incertezas futuras e as memórias de inundações locais. Este evento divide-se em três partes: a reflexão de especialistas, a atividade «Mapear a Relacionalidade (Anatomia do Território)» e a atividade «Imaginação e Remédios Naturais», uma metodologia criada por Seila Fernández Arconada, que leva a investigação e a criação para o âmbito do diálogo, o qual será moderado de forma a guiar-nos.
Como passamos da "gestão da água" para a construção de uma "relação com a água"?
Temas do encontro:
Tópicos da reunião:
- Um espaço transdisciplinar e pluralista aborda as incertezas hídricas através da integração de comunidades, disciplinas e instituições.
- A arte poderá inspirar a sensibilidade coletiva para a preparação, informando a comunidade com cuidado e sem alarmismo, para enfrentar riscos e criar ações em conjunto.
- A infraestrutura e a identidade situada podem guiar a gestão (coexistência) e a relação com o território, reconhecendo os elementos naturais como infraestruturas críticas vitais para a vida humana, ancoradas no conhecimento situado.
- Recordar as memórias da água através de arquivos históricos permite-nos recuperar o conhecimento do passado para guiar a nossa resiliência futura.
- A criação de redes fortalece a conetividade intergeracional e interdisciplinar. Este espaço adiciona uma semente aos esforços locais, mas poderá também ser o início de uma rede coletiva.
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O evento "Ecos da Água: Das memórias da tempestade à resiliência comunitária" é uma colaboração com o Arquivo Municipal de Esposende com o intuito de criar um espaço de diálogo que possa ir além deste evento, através de uma organização dedicada entre Ana Isabel Lopes, Seila Fernández Arconada e Marília Capitão, que convidaram diferentes especialistas a fazer parte deste encontro, com o nosso agradecimento a todos os interessados em dar voz às diferentes perspetivas do território.
Esta iniciativa se enquadra-se no projeto "O Fio da Água: Embracing Water's Flow for Resilient Futures" (O Fio da Água: Abraçando o fluxo da água para futuros resilientes) liderado por Seila Fernández Arconada em parceria com a Rio Neiva – Associação de Defesa do Ambiente, selecionado para o projeto europeu: S+T+ARTS AQUA MOTION.
Para mais informações sobre o projeto, visite o website em: linktr.ee/ofiodaagua