Constelação Transatlântica:
Ligações hídricas atlânticas para a resiliência às inundações
Este é um convite para participar na Constelação TransAtlântica, um diálogo piloto iniciado por Seila Fernández Arconada que reúne pessoas com conhecimento de diferentes realidades hídricas ao longo do Atlântico para manter uma conversa partilhada online sobre a resiliência face às inundações. A iniciativa surgiu do projeto "O Fio da Água, Embracing Water's Flow for Resilient Futures" (mais informações sobre este projeto mais abaixo).
A proposta responde às conclusões do processo de investigação, ao constatar a necessidade de ligação e aprendizagem entre as diferentes comunidades que partilham o território hídrico do Atlântico, bem como a incerteza que este acarreta. Ao reunir pessoas de diversas disciplinas, contextos culturais e ecossistemas, este encontro levanta uma questão central: como podemos "nós" ser mais resilientes perante a água?
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Repensar o Atlântico
A Constelação TransAtlântica convida a mudar a nossa forma de ver o oceano Atlântico: não como um vasto vazio que separa continentes, mas como um tecido conjuntivo que une costas distantes que partilham a incerteza climática relacionada com a água.
O piloto foi concebido para traçar uma rede de ligações através da bacia atlântica, começando em Esposende (Portugal), onde Seila Fernández Arconada centra atualmente o seu trabalho, traçando linhas para outros locais que partilham condições ambientais semelhantes, como a presença de dunas e estuários ou a complexa intersecção entre inundações costeiras e fluviais.
Ao colocar em diálogo estes diferentes territórios hídricos, o projeto procura partilhar conhecimentos situados sobre como as distintas comunidades se relacionam com as incertezas atuais ligadas à água. Para tal, procura-se uma pessoa que dê voz a cada território.
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A constelação: geografias ligadas
O piloto procura reunir vozes de uma série de pontos-chave no mapa. Apesar das suas diferenças geográficas e culturais, estes locais estão unidos pela sua natureza hídrica e pela sua vulnerabilidade partilhada face à subida das marés e às alterações nos caudais fluviais.
- Esposende (Portugal) é o ponto de partida da constelação: um ecossistema de estuário e dunas que enfrenta inundações fluviais históricas, bem como a erosão e inundações costeiras.
- Nova Iorque (Estados Unidos) é uma metrópole costeira exposta a fortes tempestades e à vulnerabilidade do seu estuário, que navega entre a tensão das infraestruturas rígidas e a restauração ecológica.
- Cádis (Espanha) é uma antiga cidade peninsular profundamente moldada pelo mar, que enfrenta tempestades costeiras e o risco de tsunamis.
- Belém do Pará (Brasil) é a porta de entrada para a Amazónia, onde o rio se encontra com o Atlântico, o que coloca desafios únicos derivados de chuvas intensas, inundações provocadas pelas marés e dinâmicas do seu delta.
- Os Açores (Portugal) formam um arquipélago no centro do Atlântico, exposto a condições oceânicas extremas e à erosão costeira, com a necessidade de fortalecer a resiliência da sua comunidade.
- Bristol (Reino Unido) é uma cidade com uma profunda história ligada a um rio de maré, que lida com grandes oscilações nas suas marés, inundações fluviais e a gestão do seu estuário.
- Miami (Estados Unidos) é uma cidade costeira de baixa altitude construída sobre calcário poroso que enfrenta a subida do nível do mar.
- A costa atlântica da Costa Rica enfrenta um problema grave e recorrente de inundações, provocado pelas chuvas constantes ao longo do ano, pela topografia plana da região e pelo transbordo dos seus rios caudalosos durante fenómenos como frentes frias e ondas tropicais.
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Objetivos principais:
- Cartografar conhecimentos situados: o encontro é uma oportunidade para partilhar, comparar e aprender com as respostas locais, comunitárias e institucionais à incerteza costeira e fluvial.
- Reimaginar o Atlântico: o seu objetivo é mudar a perceção do oceano, passando de uma barreira divisória a um espaço partilhado de aprendizagem mútua e interligação ecológica.
- Comparar práticas de resiliência: analisa a forma como se adaptam os territórios com características físicas semelhantes (como dunas, estuários e planícies aluviais), contrastando as abordagens de engenharia em grande escala com aquelas centradas em soluções baseadas na natureza ou lideradas pela comunidade.
-Tecer redes transnacionais: lança as bases para uma rede duradoura de territórios hídricos capaz de continuar a partilhar recursos, histórias e apoio para além deste encontro piloto.
Investigação artística e abordagens transdisciplinares: toda a metodologia baseia-se na ideia de que os tempos incertos exigem novos tipos de questões e ligações, reunindo uma grande diversidade de pessoas e instituições para reimaginar em conjunto a forma como convivemos com a água.
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Formato
O piloto da Constelação TransAtlântica adotará o formato de um diálogo online de duas horas de duração, que se realizará numa data de outubro de 2026 ainda por confirmar com os participantes, e decorrerá em inglês.
A sessão será moderada por Seila Fernández Arconada, que estruturará e guiará as contribuições dentro do espaço digital, com um formato concebido para ser dinâmico e suscitar uma polinização cruzada de ideias visuais.
Após o encontro, os participantes avaliarão em conjunto se desejam seguir em frente com um modelo de financiamento adequado; a continuidade para além do piloto não é obrigatória. Se o espaço experimental suscitar interesse, a iniciativa será expandida através de um financiamento específico, construindo um quadro de trabalho a longo prazo no qual estes espaços e os seus resultados tangíveis se possam concretizar plenamente.
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Contexto:"O Fio da Água"
A Constelação TransAtlântica surge de "O Fio da Água: Embracing Water's Flow for Resilient Futures" (O Fio da Água, Abraçando o fluxo da água para futuros resilientes), um projeto que explora as relações hídricas entre as comunidades locais e o seu território, e que procura transformar as perceções que as populações vulneráveis às inundações têm sobre as incertezas da água para uma convivência imaginativa. Através de uma investigação transdisciplinar baseada em processos, o projeto centra-se nos fluxos ocultos de água, nas adaptações históricas e nas memórias comunitárias de episódios de inundações, explorando a coexistência entre o ser humano e a água para inspirar formas alternativas de "estar com a água".
O projeto deu vida a uma diversificada gama de obras artísticas e atividades comunitárias, entre as quais se incluem uma exposição em transformação com a duração de um mês no arquivo local, uma intervenção participativa de lua cheia no antigo farol que combinou som, criação coletiva e uma escultura em Realidade Aumentada (RA) como forma ritualística de união, uma série de publicações experimentais concebidas como uma "exposição portátil", espaços de intercâmbio público como as "Conversas sobre Inundações" e podcasts sonoros experimentais, entre outros.
O Fio da Água é dirigido por Seila Fernández Arconada, artista e investigadora espanhola residente em Berlim. Foi selecionado para a "S+T+ARTS AQUA MOTION: Transformative Synergies for Improved Water Management", com o apoio da Comissão Europeia, em resposta ao desafio "Moving Waters – Reimagining Flood Resilience", e é desenvolvido em conjunto com a Rio Neiva - Associação Defesa do Ambiente, parceira anfitriã da residência S+T+ARTS.
Mais informações disponíveis em linktr.ee/ofiodaagua.
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Chamada para oradores participantes
Procuramos um/a especialista com vastos conhecimentos e ligado/a a cada contexto hídrico, para dar voz a esse território e colocá-lo em diálogo com os restantes territórios, contextos culturais e realidades da água.
Importante: o encontro será em inglês e os oradores deverão apresentar o caso neste idioma.
Qualquer disciplina é bem-vinda, desde que exista um interesse genuíno em participar. Os pontos do mapa anterior são uma proposta preliminar, aberta à inclusão de outros territórios; no entanto, o número de oradores será limitado para se ajustar à duração do encontro.
Se tem interesse em participar como orador/a em representação deste piloto, ou conhece alguém que possa estar interessado/a, entre em contacto por e-mail através de [email protected] para conhecer os próximos passos.
Assistir como público
Juntamente com os oradores convidados, existe a possibilidade de abrir o encontro para que o público o acompanhe em direto. Se deseja manter-se informado e ser considerado como parte do público, por favor siga as redes sociais de O Fio da Água ou de Seila Fernández Arconada: LinkedIn, Facebook e Instagram.
Obrigado pelo interesse!
A proposta responde às conclusões do processo de investigação, ao constatar a necessidade de ligação e aprendizagem entre as diferentes comunidades que partilham o território hídrico do Atlântico, bem como a incerteza que este acarreta. Ao reunir pessoas de diversas disciplinas, contextos culturais e ecossistemas, este encontro levanta uma questão central: como podemos "nós" ser mais resilientes perante a água?
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Repensar o Atlântico
A Constelação TransAtlântica convida a mudar a nossa forma de ver o oceano Atlântico: não como um vasto vazio que separa continentes, mas como um tecido conjuntivo que une costas distantes que partilham a incerteza climática relacionada com a água.
O piloto foi concebido para traçar uma rede de ligações através da bacia atlântica, começando em Esposende (Portugal), onde Seila Fernández Arconada centra atualmente o seu trabalho, traçando linhas para outros locais que partilham condições ambientais semelhantes, como a presença de dunas e estuários ou a complexa intersecção entre inundações costeiras e fluviais.
Ao colocar em diálogo estes diferentes territórios hídricos, o projeto procura partilhar conhecimentos situados sobre como as distintas comunidades se relacionam com as incertezas atuais ligadas à água. Para tal, procura-se uma pessoa que dê voz a cada território.
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A constelação: geografias ligadas
O piloto procura reunir vozes de uma série de pontos-chave no mapa. Apesar das suas diferenças geográficas e culturais, estes locais estão unidos pela sua natureza hídrica e pela sua vulnerabilidade partilhada face à subida das marés e às alterações nos caudais fluviais.
- Esposende (Portugal) é o ponto de partida da constelação: um ecossistema de estuário e dunas que enfrenta inundações fluviais históricas, bem como a erosão e inundações costeiras.
- Nova Iorque (Estados Unidos) é uma metrópole costeira exposta a fortes tempestades e à vulnerabilidade do seu estuário, que navega entre a tensão das infraestruturas rígidas e a restauração ecológica.
- Cádis (Espanha) é uma antiga cidade peninsular profundamente moldada pelo mar, que enfrenta tempestades costeiras e o risco de tsunamis.
- Belém do Pará (Brasil) é a porta de entrada para a Amazónia, onde o rio se encontra com o Atlântico, o que coloca desafios únicos derivados de chuvas intensas, inundações provocadas pelas marés e dinâmicas do seu delta.
- Os Açores (Portugal) formam um arquipélago no centro do Atlântico, exposto a condições oceânicas extremas e à erosão costeira, com a necessidade de fortalecer a resiliência da sua comunidade.
- Bristol (Reino Unido) é uma cidade com uma profunda história ligada a um rio de maré, que lida com grandes oscilações nas suas marés, inundações fluviais e a gestão do seu estuário.
- Miami (Estados Unidos) é uma cidade costeira de baixa altitude construída sobre calcário poroso que enfrenta a subida do nível do mar.
- A costa atlântica da Costa Rica enfrenta um problema grave e recorrente de inundações, provocado pelas chuvas constantes ao longo do ano, pela topografia plana da região e pelo transbordo dos seus rios caudalosos durante fenómenos como frentes frias e ondas tropicais.
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Objetivos principais:
- Cartografar conhecimentos situados: o encontro é uma oportunidade para partilhar, comparar e aprender com as respostas locais, comunitárias e institucionais à incerteza costeira e fluvial.
- Reimaginar o Atlântico: o seu objetivo é mudar a perceção do oceano, passando de uma barreira divisória a um espaço partilhado de aprendizagem mútua e interligação ecológica.
- Comparar práticas de resiliência: analisa a forma como se adaptam os territórios com características físicas semelhantes (como dunas, estuários e planícies aluviais), contrastando as abordagens de engenharia em grande escala com aquelas centradas em soluções baseadas na natureza ou lideradas pela comunidade.
-Tecer redes transnacionais: lança as bases para uma rede duradoura de territórios hídricos capaz de continuar a partilhar recursos, histórias e apoio para além deste encontro piloto.
Investigação artística e abordagens transdisciplinares: toda a metodologia baseia-se na ideia de que os tempos incertos exigem novos tipos de questões e ligações, reunindo uma grande diversidade de pessoas e instituições para reimaginar em conjunto a forma como convivemos com a água.
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Formato
O piloto da Constelação TransAtlântica adotará o formato de um diálogo online de duas horas de duração, que se realizará numa data de outubro de 2026 ainda por confirmar com os participantes, e decorrerá em inglês.
A sessão será moderada por Seila Fernández Arconada, que estruturará e guiará as contribuições dentro do espaço digital, com um formato concebido para ser dinâmico e suscitar uma polinização cruzada de ideias visuais.
Após o encontro, os participantes avaliarão em conjunto se desejam seguir em frente com um modelo de financiamento adequado; a continuidade para além do piloto não é obrigatória. Se o espaço experimental suscitar interesse, a iniciativa será expandida através de um financiamento específico, construindo um quadro de trabalho a longo prazo no qual estes espaços e os seus resultados tangíveis se possam concretizar plenamente.
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Contexto:"O Fio da Água"
A Constelação TransAtlântica surge de "O Fio da Água: Embracing Water's Flow for Resilient Futures" (O Fio da Água, Abraçando o fluxo da água para futuros resilientes), um projeto que explora as relações hídricas entre as comunidades locais e o seu território, e que procura transformar as perceções que as populações vulneráveis às inundações têm sobre as incertezas da água para uma convivência imaginativa. Através de uma investigação transdisciplinar baseada em processos, o projeto centra-se nos fluxos ocultos de água, nas adaptações históricas e nas memórias comunitárias de episódios de inundações, explorando a coexistência entre o ser humano e a água para inspirar formas alternativas de "estar com a água".
O projeto deu vida a uma diversificada gama de obras artísticas e atividades comunitárias, entre as quais se incluem uma exposição em transformação com a duração de um mês no arquivo local, uma intervenção participativa de lua cheia no antigo farol que combinou som, criação coletiva e uma escultura em Realidade Aumentada (RA) como forma ritualística de união, uma série de publicações experimentais concebidas como uma "exposição portátil", espaços de intercâmbio público como as "Conversas sobre Inundações" e podcasts sonoros experimentais, entre outros.
O Fio da Água é dirigido por Seila Fernández Arconada, artista e investigadora espanhola residente em Berlim. Foi selecionado para a "S+T+ARTS AQUA MOTION: Transformative Synergies for Improved Water Management", com o apoio da Comissão Europeia, em resposta ao desafio "Moving Waters – Reimagining Flood Resilience", e é desenvolvido em conjunto com a Rio Neiva - Associação Defesa do Ambiente, parceira anfitriã da residência S+T+ARTS.
Mais informações disponíveis em linktr.ee/ofiodaagua.
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Chamada para oradores participantes
Procuramos um/a especialista com vastos conhecimentos e ligado/a a cada contexto hídrico, para dar voz a esse território e colocá-lo em diálogo com os restantes territórios, contextos culturais e realidades da água.
Importante: o encontro será em inglês e os oradores deverão apresentar o caso neste idioma.
Qualquer disciplina é bem-vinda, desde que exista um interesse genuíno em participar. Os pontos do mapa anterior são uma proposta preliminar, aberta à inclusão de outros territórios; no entanto, o número de oradores será limitado para se ajustar à duração do encontro.
Se tem interesse em participar como orador/a em representação deste piloto, ou conhece alguém que possa estar interessado/a, entre em contacto por e-mail através de [email protected] para conhecer os próximos passos.
Assistir como público
Juntamente com os oradores convidados, existe a possibilidade de abrir o encontro para que o público o acompanhe em direto. Se deseja manter-se informado e ser considerado como parte do público, por favor siga as redes sociais de O Fio da Água ou de Seila Fernández Arconada: LinkedIn, Facebook e Instagram.
Obrigado pelo interesse!